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Vai ser lançada na próxima segunda-feira a Biblioteca de Editores Independentes, uma nova colecção de livros de bolso, que junta três editoras: Assírio & Alvim, Cotovia e Relógio D’Água. Sendo estas provavelmente as três melhores editoras portuguesas, mas cujos livros nem sempre são propriamente baratos, a notícia é muito boa.
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O livro de bolso nunca pegou muito em Portugal, havendo alguns motivos que podem explicar esta situação. Além de diversas colecções de policial e ficção científica, sendo as mais famosas a Vampiro e a Argonauta da Livros do Brasil, penso que a primeira colecção genérica de livros de bolso em Portugal com algum impacto foi a da Europa-América.
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É uma colecção com mais de 500 livros que ainda hoje continua a crescer e que podemos encontrar com facilidade nalgumas livrarias. A partir de certa altura a qualidade decresceu imenso, mas nos primeiros anos os livros lançados eram em regra grandes clássicos da literatura nacional e estrangeira (Eça, Camilo, Zola, Dostoievski, Shakespeare, Nietzche, Kafka e muitos, muitos outros). Apesar do papel de fraca qualidade, a letra minúscula e, o mais grave, traduções geralmente muito más, tiveram bastante sucesso.
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No entanto penso que ajudaram a criar por cá o estigma do livro de bolso como algo com pouca qualidade.
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É uma colecção com mais de 500 livros que ainda hoje continua a crescer e que podemos encontrar com facilidade nalgumas livrarias. A partir de certa altura a qualidade decresceu imenso, mas nos primeiros anos os livros lançados eram em regra grandes clássicos da literatura nacional e estrangeira (Eça, Camilo, Zola, Dostoievski, Shakespeare, Nietzche, Kafka e muitos, muitos outros). Apesar do papel de fraca qualidade, a letra minúscula e, o mais grave, traduções geralmente muito más, tiveram bastante sucesso.
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No entanto penso que ajudaram a criar por cá o estigma do livro de bolso como algo com pouca qualidade.
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Mais recentemente editoras como a Asa ou Dom Quixote tiveram as suas colecções mas abandonaram estes projectos rapidamente, dado os fracos resultados.
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Também a cadeia FNAC, à semelhança do que faz noutros países, teve a sua colecção de bolso (em parceria precisamente com a Dom Quixote e a Asa). Também foi sol de pouca dura, os resultados não foram satisfatórios.
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Também a cadeia FNAC, à semelhança do que faz noutros países, teve a sua colecção de bolso (em parceria precisamente com a Dom Quixote e a Asa). Também foi sol de pouca dura, os resultados não foram satisfatórios.
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No entanto é uma situação estranha. Por essa Europa fora (e não só) passado pouco tempo do lançamento de um livro, este surge numa edição mais económica, tendo esta última em muitos países a preferência da maioria dos leitores. Note-se por exemplo o sucesso que têm as baratíssimas edições da Penguin. Pelo contrário em Portugal, país mais pobre, os livros são vendidos apenas em edições luxuosas e consequentemente caríssimas.
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Mas quando os jornais, nomeadamente o Público e o DN, tiveram as suas colecções de livros, há poucos anos, o sucesso foi imenso. Isso deve querer dizer alguma coisa.
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Deposito pois muita esperança nesta colecção da Assírio & Alvim, Cotovia e Relógio D´Agua, editoras que nos têm habituado a elevados padrões de qualidade. Até ao final deste ano prometem lançar 21 títulos, com preços a partir dos 4 euros.
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Mas quando os jornais, nomeadamente o Público e o DN, tiveram as suas colecções de livros, há poucos anos, o sucesso foi imenso. Isso deve querer dizer alguma coisa.
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Deposito pois muita esperança nesta colecção da Assírio & Alvim, Cotovia e Relógio D´Agua, editoras que nos têm habituado a elevados padrões de qualidade. Até ao final deste ano prometem lançar 21 títulos, com preços a partir dos 4 euros.
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Entretanto também a Dom Quixote lançou uma nova colecção, a Booket, com boa qualidade gráfica e de papel, mas muito irregular na qualidade dos títulos propostos. A Dom Quixote tem um óptimo catálogo de ficção e era bom que parte dele fosse reeditado em versão bolso. .
Esperemos que seja desta.
Esperemos que seja desta.
1 comentário:
Excelente notícia!
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