10.7.08

Os Livros Ardem Mal

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Estive hoje a ler uma série de posts d' Os Livros Ardem Mal, blog ao qual ainda não tinha prestado a devida atenção.
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O blog vive sobretudo dos posts de Osvaldo Manuel Silvestre, embora Rui Bebiano, Miguel Cardina e Ana Bela Almeida, entre outros, também escrevam por lá. A qualidade é quase sempre muito elevada. Gostava de destacar estes dois textos (I e II) sobre Maio e a Crise da Civilização Burguesa de António José Saraiva, deixando um pequeno excerto do primeiro:
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"este consenso sobre o livro de Saraiva é não apenas frágil mas falso, pois o que se tem recuperado é, em menor grau, a reportagem daquele mês, e, sobretudo, a crítica, pela esquerda – mas não pela extrema-esquerda, que não era a de Saraiva, e sim pela tradição libertária que marcará o autor na sua fase tardia –, da perspectiva com que os Partidos Comunistas enfrentaram e, em boa medida, atraiçoaram, a dinâmica do movimento estudantil. Tem-se referido bem menos a crítica radical de Saraiva ao capitalismo e, mais do que isso, à Razão instrumental, que para Saraiva definia capitalismo e comunismo juntamente (...) e, antes disso, todo o projecto da modernidade, que Saraiva preferia qualificar como «burguesa»: dissociação entre trabalho e capital, triunfo do espírito de «mensuração» e «contabilização», perda da relação não-instrumental com a Natureza e com o Outro."

1 comentário:

bernard n. shull disse...

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