19.5.09

“… as grandes cadeias de comercialização do livro triunfaram em toda a linha e, com as devidas excepções (e algumas tentativas de excepção que não conseguiram sobreviver) impuseram a sua lógica ao pouco que resta das livrarias tradicionais. Por conseguinte, tem-se acentuado a tendência para um mercado que incide quase em exclusivo nas novidades e para o desaparecimento dos fundos e dos livros de referência; neste ambiente, os livros de circulação mais lenta e com vocação minoritária (isto é, literatura que não cumpre a vocação de entretenimento e as ciências sociais e humanas, para não falarmos das ciências ‘duras’) ocupam cada vez menos espaços nas livrarias e estão ameaçados.”
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[António Guerreiro, Actual (suplemento do Expresso), 01-05-2009]

1 comentário:

Pedro Teias da Ega disse...

Cada país tem a política editorial que merece...pelo menos enquanto não balbuciar qualquer vestígio de protesto, sussurando a vontade de obter algo melhor.